Nesta página apresentamos as pesquisas para as quais demos apoio de alguma forma.
O projeto Qualidade de Vida de Brasileiros com Diagnóstico de Emap avaliou o impacto da condição visual de cada paciente nos diferentes aspectos da vida cotidiana através do questionário National Eye Institute Visual Function Questionnaire - 25 (NEI-VFQ-25). A pesquisa foi realizada por alunos da Escola de Medicina da Universidade de Passo Fundo que entrevistaram 101 pacientes com diagnóstico de Emap. Os participantes da pesquisa apresentam qualidade de vida visual moderadamente comprometida havendo ampla variabilidade nos resultados, demonstrando coexistência de indivíduos com queixas leves e outros com prejuízos graves. Foi identificado um impacto significativo da condição ocular na vida cotidiana, refletindo limitações em múltiplos domínios funcionais. Os domínios com pior desempenho foram: atividades de perto e à distância, saúde mental relacionada à visão e dificuldades no papel social. Destacam-se limitações práticas importantes, como dificuldade para ler, realizar tarefas domésticas ou localizar objetos. Além disso evidenciou-se prejuízo emocional relevante, incluindo preocupação, frustração e medo de perda visual e repercussões sociais e funcionais, como perda de autonomia e redução do desempenho em atividades diárias. O subdomínio dirigir, aplicado apenas a participantes com habilitação ou experiência de direção, teve como resultado a redução acentuada da capacidade de dirigir, provavelmente devido a: baixa acuidade visual, dificuldade com contrastes, diminuição da sensibilidade ao ofuscamento, medo de acidentes. Foi demonstrado que, apesar das dificuldades visuais, muitos participantes mantêm interação social, percebem pouca dor ocular e retêm percepção espacial satisfatória. Os domínios com desempenho moderado foram: saúde geral, dependência e visão de cores.
A classificação funcional geral foi de
• 55,4% (n=56) – comprometimento clinicamente importante
• 23,8% (n=24) – limitações leves a moderadas
• 13,9% (n=14) – grande impacto psicossocial e funcional
• 6,9% (n=7) – impacto mínimo/leve
A maioria dos participantes apresenta algum grau de prejuízo visual funcional, sendo que quase 1 em cada 7 indivíduos apresenta comprometimento severo. Essa distribuição reforça que a amostra representa um grupo com demandas assistenciais significativas.
A análise global dos resultados da pesquisa evidencia que a qualidade de vida visual dos participantes encontra-se substancialmente limitada, especialmente em atividades que exigem precisão visual e em aspectos emocionais relacionados à visão. Os achados apontam para a necessidade de acompanhamento oftalmológico contínuo, estratégias de reabilitação visual e apoio psicossocial direcionado.